Insurgente

Este filme é bom. Mas podia ser tão melhor.

É que chega a dar dores físicas ver o aquém que ele fica em relação a todo o seu potencial. Porque a verdade é que esta história tem um potencial gigantesco.

E estes filmes têm um elenco de luxo. Deveras. Vamos espreitar este elenco?

Os meus parabéns a Shailene Woodley por ter deixado a personalidade repulsiva e ter ganho qualidade em relação à sua aparição na Vida da Adolescente Americana, há 10 anos dificilmente alguém colocaria o seu dinheiro nesta cesta mas agora é uma aposta segura quanto ao estrelato de excelência.

Idem para Miles Teller. E uma vez que já foram tecidas mil odes a este actor, vou refrear os elogios para não entrar na lista de potenciais stalkers.

Kate Winslet a fazer com que ninguém a grame! O que é maravilhoso, porque até esta trilogia era quase impossível não adorar qualquer personagem desta Senhora.

E finalmente, Naomi Watts. O Impossível deixou-me duas marcas: um terrível medo de ficar com uma fractura exposta no meio de uma tragégia, e um reconhecimento de que a Naomi Watts era uma Boa actriz. De uma maneira muito levezinha, os últimos papéis desta senhora foram consistentemente sólidos e apropriados.
Não posso dizer o mesmo deste. Das duas uma, ou a Naomi Watts perdeu qualidades, ou ocorreu um erro de casting. Honestamente acho que foi o último. Há qualquer coisa ali que não liga.

Mas hoje o foco desloca-se um pouco do filme em si para aquilo de que ele fala.
E porquê? Porque as actuações de todos os envolvidos são óptimas e a realização do filme é impecável.
Aplausos ao que foi feito com a história que Veronica Roth escreveu.

Refreio nos aplausos a Veronica Roth.
Conseguem imaginar aquele olhar materno de desilusão quando se chega a casa com um 70% naquele teste que fizemos com privação de sono porque vimos uma maratona de séries? Nesta analogia eu sou a mãe e a Veronica Roth é a filha. E eu tenho uma filha com uma ideia genial mas que decide ser uma perguiçosa e concretizar essa ideia por metade.

A história de Divergente é suficientemente novidade para darmos o desconto e atribuir a falta de desenvolvimento dos conceitos ao carácter adolescente da história. Com Insurgente o caso é outro: já conhecemos as personagens, já nos ambientámos à ideia, agora queremos um bocadinho de envolvimento e principalmente esclarecimentos maduros no que toca àquela sociedade.

Não, ninguém fica satisfeito com as falhas de consistência deste enredo. E agora não há como atribuir esse facto ao público alvo. Enquanto que consigo compreender o foco e a doçura do romance central, não consigo compreender o porquê de simplificar algo tão potencialmente interessante.

Claro que após sair do cinema dei uma vistinha de olhos pelas páginas do terceiro livro da série e fiquei “Ah! Pois, fico na mesma…” o que firmou ainda mais a minha convicção de que este segundo livro era a abertura que eles tinham para prender o público mais maduro e ninguém a agarrou.

Apesar de tudo é um filme bastante divertido de ver, agarra ao ecrã e que, apesar de deixar um travo final de insatisfação, vale o dinheiro!

Vão ver! E contem como foi!
Trailler Legendado:

Link IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2908446/
Pontuação d’Ela: 7/10

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